artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
terça-feira, dezembro 06, 2016
A vida é o horizonte. Aquém do horizonte é o local, a matéria, o concreto, rígidos, inflexíveis. Nada se pode fazer em relação ao concreto a não ser passar, não há maleabilidade no aqui, só passagem. Apenas fitando o horizonte, e porque o olhar é uma projecção (ou o seu princípio, em rigor), apenas assim damos um passo em frente, um que o seja realmente, mais do que um banal fazer avançar o pé. Só assim presenciamos algo mais, e só assim existimos, em vez de estarmos. Em nome da Lua, que preside ao sonho, haja horizonte!
domingo, dezembro 04, 2016
Inspiração
Erguem-se seres em apoteose,
gigantes, gárgulas, dragões,
dançando pelos ares em turbilhões,
criaturas míticas em simbiose.
Preenchem o mundo de emoção
os unicórnios, os elfos, os tritões
e os vampiros que saem dos caixões.
Espalham temores e admiração.
A adrenalina é aquela divindade
que faz abrir a fenda fantástica
por onde irrompem como arte mágica
mil ideias tornadas realidade.
É o sopro que faz o vendaval
e a chama que nele a alma aquece,
pois até as sensações que a ideia tece
vestem o coração co'o seu astral.
Todo este mundo é a energia dela.
Não é que espaço a imaginação
onde deposita a sua criação,
e o poema é apenas uma janela.
Erguem-se seres em apoteose,
gigantes, gárgulas, dragões,
dançando pelos ares em turbilhões,
criaturas míticas em simbiose.
Preenchem o mundo de emoção
os unicórnios, os elfos, os tritões
e os vampiros que saem dos caixões.
Espalham temores e admiração.
A adrenalina é aquela divindade
que faz abrir a fenda fantástica
por onde irrompem como arte mágica
mil ideias tornadas realidade.
É o sopro que faz o vendaval
e a chama que nele a alma aquece,
pois até as sensações que a ideia tece
vestem o coração co'o seu astral.
Todo este mundo é a energia dela.
Não é que espaço a imaginação
onde deposita a sua criação,
e o poema é apenas uma janela.
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